domingo, 1 de janeiro de 2012

“O Brado Retumbante” vai provocar o poder brasileiro



Por José Armando Vanucci.
Com estreia marcada para 17 de janeiro, a minissérie “O Brado Retumbante” está bem adiantada na finalização de seus oito episódios. Escrita por Euclydes Marinho com a colaboração de Nelson Motta, a minissérie vai falar de poder e dos defeitos e virtudes do ser humano através de um olhar crítico do próprio país.
“O Brado Retumbante” conta a história de Paulo Ventura, presidente de um Brasil que não existe somente na ficção e que entrou na política por convicção, mas permanece nela por teimosia depois de muitas armações. Realidade? Inspiração no que acontece no dia-a-dia? No posto máximo de poder ele encontra sujeira, falcatruas e ameaças e promete a seu povo mudar tudo. Ficção? Na intimidade de sua casa, um casamento em ruínas e uma mulher que finge acreditar nas palavras e ações de seu marido. “Eu quis mostrar nesta minissérie que, por trás de todo presidente, existe um ser humano, alguém que tem problemas, dor de barriga, pai, mãe e mulher. E que nós não ficamos sabendo. Revelar essa intimidade de um homem comum na Presidência. Na história do Paulo Ventura, ele já era um político que vivia uma fase desanimada como homem público, e que acaba sendo eleito presidente da Câmara dos Deputados por uma manobra, para ser um fantoche do sistema”, explicou Euclydes Marinho.
“O Brado Retumbante” também mostrará todas as jogadas políticas e o que homens e mulheres são capazes de fazer por dinheiro e poder. E vai cutucar. Os grandes inimigos do presidente estarão bem próximos, nos gabinetes ministeriais. Será possível confiar? É nesse clima que os oito episódios da minissérie serão levados ao telespectador. “O Brado Retumbante” provocará e fará uma crítica ao país, mas será dramaturgia de ficção e no final de cada capítulo terá a frase “esta é uma obra de ficção coletiva baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade”. Será?

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